sábado, 4 de setembro de 2010

maybe I was in the dark
but why'd you have to steal my heart?
well, I didn't plan to go berserk
baby, you were such a jerk

minha memória consegue gravar datas com facilidade.
o tempo corre mais rápido do que eu gostaria.
na época, eu não tinha certeza do que iria ser, como quase tudo que acontece.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Reflexões baratas

Atração sexual pode ser uma coisa louca, ao menos, até onde sei, essa atração não te deveria fazer gaguejar, tremer e te consumir com uma ansiedade sem fim. E qual seria o limite? Algumas coisas não se resumem em uma "foda", ou duas, três. Uma atração apenas sexual não deveria causar medo ou espanto, não deveria ser escondida, tem coisas que masturbação não resolve, às vezes é preciso de mais para poder impulsionar os dias tão apagados, ao menos eu preciso. Às vezes fica dificil nomear as coisas, mas uma atração sexual não deveria te fazer ir embora quando o objeto de desejo em questão também vai, mas não é paixão ou amor, é apenas um sexo, talvez nem tão bom, mas que te move, que te dá um objetivo, o de ir atras para fazer mais.




*post baseado em observações que eu fiz (inevitavelmente) das pessoas presentes no meu cotidiano e em mim, já que o blog é meu, e nele eu escrevo o que eu quero.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Der Steppenwolf


Já sinto dor e sofro, mas nunca pararam para perguntar se eu queria isso. Dessa vez eu escolhi a dor, o sofrimento e o sangue, mas era por algo que valia a pena, algo que representasse a a tristeza e a alegria, o humana e a animal, a paz e a perturbação, tudo em um mesmo desenho, em uma mesma pele.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Outro dia, falando sobre as carências afetivas, soltei a frase "as pessoas são singulares", e agora pensando bem, existem níveis de atenção, e cada pessoa exige um, e o meu problema sempre foi identificar isso.

domingo, 22 de agosto de 2010

sinceridade no diminutivo

No escuro da festinha dos anos 60, com suas saias, vestidos, maquiagens, rebolados, o tal jeito de dançar as musicas dos Beatles e ambiguidades, todas elas são bonitinhas.

O que espero são festas que não sejam inhas e meninas que consigam ser mais do que bonitinhas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

uma metafora idiota

- Quer dar uma volta?
- Não, melhor você ir e eu ficar aqui mesmo.
- Ok, mas...
- Minha mãe sempre diz que com o tempo eu vou aprender , só de olhar, qual a quantidade certa de sal e pimenta que devo colocar na comida. Até lá, vou apimentando, salgando ou deixando a comida completamente sem gosto. Deve ser assim com as relações, com o tempo eu vou aprendendo quando devo ir e quando devo ficar, como agora eu não sei, talvez seja preferivel ficar.
-Entendi.
- Mas por outro lado, embora eu não saiba temperar as coisas direito, sei fazer frituras muito bem, a comida também ficaria gostosa sem fritar, mas não iria entupir minhas artérias, não seria nem um pouco nociva. Talez a graça seja essa, de fazer mal, de desgastar, e usando essa metafora idiota de comida e relações, eu deveria sim ir com você, porque o dano é sempre um risco.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

changes

Lembro que ha dois anos atras, em um sabad, eu havia acordado e a primeira coisa que me veio na cabeça, foi que aquele seria o dia de deixar alguns medos de lado. E foi.

posto aqui o que pensava no dia seguinte (que na verdade foi o dia que aconteceu, se levar em conta que era mais de meia-noite, hehe)



domingo, 17 de agosto de 2008

I still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I'm much too fast to take that test

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Don't want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time

I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Don't tell them to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you can't trace time

Strange fascination, fascinating me
Changes are taking the pace I'm going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the stranger)
Ch-ch-Changes
Pretty soon you're gonna get a little older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time

16 de agosto, é um dia impossível de se esquecer, é como se eu tivesse
"desabrochado", eu ainda estou aqui tentando lembrar de todos os detalhes e me
amaldiçoando por precisar de vinho para ser quem eu sou.

hoje não preciso de vinho, já não penso da maneira que pensava antes, já tenho certeza do que gosto, mas tento não usar os tais rotulos, na verdade é esse o esforço de agora. De pensar que em dois anos já tive quedinhas, me apaixonei, quase morri de amores, já fiz tantas coisas escondida e tantas outras bem visiveis, fiz amizades com meninas de vários lugares, me identifiquei com uma causa (a minha!) e deixei de ter pensamentos tão atrasados. Me conheci, me achei, parei de me reprimir. E aí brincam e dizem "nossa, mas você lembra a data certa?". Lembro, gosto muito de datas, de números e de quantificar as coisas, gosto de fazer uma comemoração bem humorada de algo que me tirou de um sofrimento de alguns anos, claro que depois vieram outros, mas nem se compara ao sofrimento de ser uma pessoa reprimida, cruz credo!
E agora, de muitissimo bom-humor, ouço a mesma musica e me guardo para uma comemoração amanhã, porque comemorar coisas boas nunca é demais, nunca é fútil.