quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

luzes de natal

Eu desci para fumar um cigarro e assistir o fim do dia no canto onde as pessoas deprimidas desse condomínio costumam ir e fiquei reparando nas luzes coloridas de natal que piscavam em uma janela qualquer, e isso me lembra que essa data existe, e penso que o que mais me irrita nisso tudo é que as pessoas ficam felizes e ansiosas esperando essa tal festa, me irrita elas terem onde ir nesse dia, me irrita até elas gostarem de natal, vai ver isso seja a tal dor de cotovelo ou talvez eu, como tantas outras pessoas não gostam mesmo e sentem uma vontadezinha de ser o Grinch e destruir o natal. Para mim, tudo parou de fazer sentido quando ganhei um gravador, meu último presente do papai noel. Eu não sinto vontade de voltar para o tempo que eu gostava de natal e nem desejo que essa data venha a ser feliz novamente, o que eu gostaria é que algum dia eu possa ser indiferente à tudo isso, mas as malditas luzes piscantes das janelas das pessoas contentes não me deixam.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O ano está acabando e com isso vem todo o desgaste de decepções acumuladas, era para ter sido ótimo, mas não foi. Depois de tudo, eu não sinto mais vontade de voltar para a casa da minha mãe, pois justamente já não é mais minha, e uma das poucas coisas que me faziam pertencer lá, morreu semana passada. Minha cabeça dói e eu não consigo pensar direito, não consigo começar a fazer o que preciso para que esse ano finalmente acabe, fico ansiosa o tempo todo e não sei o porque. Na verdade eu queria poder escrever um conto e não essas lamentações que me parecem ser tão comuns, mas como eu disse, eu nem consigo pensar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fidelity - Regina Spektor

Maria Luíza era seu nome, e sempre que ouço essa música, um dia me vem a cabeça.
Praia dos Sonhos, à tarde, vodka sabor morango e todas minhas amigas. Ela não estava lá, mas eu só pensava nela e acho que era recíproco. Eu tive medo e antes que algo acontecesse, eu desfiz todos os planos. Na época eu já pensava que estar com uma pessoa que você já trocou mais do que um simples dialogo, é algo muitíssimo arriscado. Acho que hoje penso exatamente da mesma maneira, porque pude comprovar que realmente é algo arriscado. Eu só acho um absurdo que o meu medo de estar com alguém só desapareça quando não há mais chances. Eu espero começar a acertar daqui para frente.

"Mas se alguma coisa haviam aprendido juntos era que a sabedoria chega quando já não serve para nada."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

à mim no passado

Se puder não perca tanto tempo com idiotices e vá mais à praia para fazer coisas novas, fique com mais pessoas, mesmo que sejam aquelas da escola, que você sempre achou idiotas. Tenha coragem de arriscar um pouco, e quando impuserem algo, diga não veermentemente, pule a janela e fuja de casa para ir nas festas que tanto queria, ninguém perceberá. Não fique tantas horas no computador, dê um rolê e converse com qualquer alma viva que cruzar seu caminho, fure um piercing e pinte seu cabelo de verde, como sempre quis, ande mais de bicicleta e gaste menos com croissants e mais com algo que dure e te traga qualquer tipo de lembrança feliz desse tempo besta. Talvez você pudesse ter amadurecido ali e não em qualquer outro momento mais doloroso.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Há dias não subo essa maldita rua para ir à qualquer lugar, não me importo mais se o que faço vai contra tudo que acredito e procuro outras formas para que eu possa me sentir como se ainda estivesse aqui, para que haja algum tipo de reconhecimento. Não ligo se mais pessoas agora lêem isso aqui e de alguma forma se preocupam, não preciso desse tipo de cuidado, não agora. Já não sei se devo acreditar em tudo que sempre me falaram, mas o que já estava confuso, mas acertado, agora virou de cabeça para baixo. Tento parar e me concentrar para a prova que tenho que fazer, que normalmente eu faria em dois tempos e ainda acharia graça, mas eu não vejo mais graça em nada.

sábado, 13 de novembro de 2010

coragem é para pessoas fracas

Nessas reflexões sobre a vida, descobrimos que a perda de confiança é algo reciproco. Aliás, não vale a pena falar aqui. Eu, como todas as pessoas mortais com o minimo de entendimento, tenho vontade de me matar, mas eu tenho medo e esperança de um dia casar (no papel) como uma mulher, ser mãe (não biologica) e poder leva-las parfa nadarem peladas em algum lugar. Eu tenho 18 anos, e já me desgastei tanto por causa de cada besteira que até dá vontade de rir e depois chorar. A situação é tão cômica que o meu riso é mais desesperador do que qualquer tipo de choro. Eu passo pela ponte e tenho vontade de me jogar, mas não porque eu não quero , eu gosto muito disso aqui, mas é tanta merda que me acontece. Sei lá, vamos ver no que vai dar, tenho um dedo para pedir carona caso tudo seja horripilante, e será. Queriam que eu passasse no vestibular, e eu passei, queriam que eu fosse algo que eu não vou ser, mas eu fingi bem por muito tempo e talvez ainda exista alguém com qualquer tipo de esperança. Me acho até muito convencional em descobrir que os meus planos são os mesmos das outras pessoas, a minha missão na terra, se é que isso existe, é conseguir qualquer tipo de segurança e estabilidade.

sábado, 6 de novembro de 2010

Unruly girls
Who will not settle down
They must be taken in hand

É triste ter que confirmar que a sua mãe é a pessoa que você não quer ver nem pintada de ouro porque você nunca fará o tipo da normalzinha para se exibir para as vizinhas futriqueiras do bordado. Não existe amor no mundo que supere tanta pressão e fervor religioso. Às vezes fico com um "eu te odeio intalado na garganta", porque a pena e a compaixão são terríveis, isso que me faz me sentir menos gente. E ela deve se perguntar onde aquele futuro brilhante foi parar, a questão é que ele deixou de existir a partir do momento em que eu tive que decorar a maldita tabuada.