terça-feira, 2 de outubro de 2012

desencontro


 Antes eu gostava de escrever, escrevia por qualquer motivo, mas geralmente era para comentar sobre alguma insatisfação ou frustração. Quando você surgiu em minha vida eu parei de escrever, talvez seja porque eu estava relativamente feliz na maior tempo e as coisas que antes me frustravam tanto não me atingiam com a mesma intensidade. Talvez as pessoas estejam certas quando dizem que o amor é cego, mas ao contrário do que pensam, essa cegueira não é a aceitação de tudo na pessoa, e sim a cegueira para o que acontece ao nosso redor, pois por algum momento parece que o amor basta e que ele pode suprir todas as nossas necessidades.
E é saindo dessa cegueira (o que não significa o fim de um relacionamento ou a falta de amor) que surgem as perguntas como: que parte de mim se perdeu nesse processo? Tenho certeza que eu não era o que sou agora, foram muitas mudanças boas, mas e se junto foi uma parte de mim que agora eu sinto falta? E se, na verdade, eu errei a pensar que existem pessoas que realmente sejam dispostas ao que eu estou disposta?
E sim, eu estou escrevendo porque algo está me descontentando, pois eu infelizmente não tenho o dom de escrever quando as coisas vão bem. E a palavra não é tristeza, é descontentamento mesmo, algo me faz falta mas eu não sei o que é, talvez seja só o efeito da cegueira passando.

sábado, 16 de junho de 2012

Que falta faz


E eu nem sei o que

terça-feira, 15 de maio de 2012


She says brief things, her love's a pony
My love's subliminal

domingo, 8 de abril de 2012

Não gosto de sentir quase saudade ou quase inveja. É como se me sentisse quase aqui ou quase ali, mas nunca em lugar nenhum. Preferia sentir uma inveja inteira, uma saudade que chegasse até a doer, mas tá tudo confuso. Não quero sentir quase tristeza ou quase felicidade.

sábado, 31 de março de 2012

simples e suave coisa

suave coisa nenhuma
suave coisa nenhuma

segunda-feira, 5 de março de 2012

Voltar sempre é difícil, mesmo quando é a coisa que se mais deseja. Sempre há algum significado nas idas e vindas. Dessa vez existe o medo de encontrar o quarto arrumado com as coisas deixadas por você, seu perfume no guarda roupa e provavelmente fios de cabelo no chão e nas fronhas. Antes de irmos embora, na quarta feira de cinzas, levei minha mala para sala  para que eu não visse o quarto depois que você tivesse saído. O engraçado foi você ter telefonado justo agora, porque ao ouvir sua voz a saudade já aumentou, e eu ainda nem entrei no ônibus.

domingo, 29 de janeiro de 2012

aquele sentimento de que nos últimos meses muita coisa passou, coisas de outros tempos.