sábado, 14 de agosto de 2010
same shit, diferent day
Find them
Feel them
Fuck them
Forget them
E a gente vai errando de novo, fazendo tudo igual, não sabemos onde estamos mas estamos, e então a gente quer sentir, só não sabemos o que, e aí eu procuro um meio de viver nesse absurdo, e então morro cada vez mais, e esse é o paradoxo, morrer um pouco para poder viver. Já não me lembro de alguns sentimentos, já não sinto mais frio na barriga, as pessoas são todas iguais, todas sem nenhum encanto, não existe mais o frio na barriga. Tenho cicatrizes e dores pelo corpo, tenho sono e cansaço e tenho a conhecida melancolia. Teria sido melhor ter ficado em casa? Não, porque em algum momento alguém inventou a frase
quem não arrisca não petisca
Feel them
Fuck them
Forget them
E a gente vai errando de novo, fazendo tudo igual, não sabemos onde estamos mas estamos, e então a gente quer sentir, só não sabemos o que, e aí eu procuro um meio de viver nesse absurdo, e então morro cada vez mais, e esse é o paradoxo, morrer um pouco para poder viver. Já não me lembro de alguns sentimentos, já não sinto mais frio na barriga, as pessoas são todas iguais, todas sem nenhum encanto, não existe mais o frio na barriga. Tenho cicatrizes e dores pelo corpo, tenho sono e cansaço e tenho a conhecida melancolia. Teria sido melhor ter ficado em casa? Não, porque em algum momento alguém inventou a frase
quem não arrisca não petisca
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Parece que foi ontem aquela pausa por causa da gripe suína e toda a ansiedade e expectativa que eu sentia, aquela vontade que eu tinha de demonstrar ser madura, de deixar visível de todas as maneiras que eu era mulher e não pirralha. E aí, fui me destruindo aos poucos, mudando o que eu era e tentando amadurecer em pouco tempo. Sim, parece que foi ontem que comecei a me destruir fisicamente e de tantas outras maneiras. E é incrível o que uma única pessoa é capaz de fazer, quer dizer, foi capaz. Hoje fico tão aliviada de olhar para ela e ver apenas mais uma pessoa que tenho carinho, mas que não me deixa ansiosa, com medo ou muito feliz, não me faz mudar ou ficar triste, é apenas indiferente, e isso que eu eu sempre quis. Engraçado como o poder que uma pessoa tem sobre a outra passa, e aí fica dificil ver o que era tão atraente antes. E deve ser isso que acontece com qualquer tipo de amor ou atração, na verdade é o que espero, que o contrário do amor (é a pergunta que se faz a personagem de um filme que eu quero ver) é a perda de significados, aquele cheiro tão conhecido não significa mais nada, tal momento outrora tão especial torna-se apenas um borrão na memória e assim, as coisas vão mudando de significado, talvez.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidosa, supor
Que és a maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte, te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
Quiseram fazer um quadro imitando um seriado gay famoso. Nomes e riscos se ligando, quando vi parecia ser algo empolgante, mas quando vi meu nome aos poucos sendo ligado a tantos outros, senti algo besta, como se nada valesse menos que um beijo. Conto em uma mão as que para mim valeram mais de que um risco nesse quadro.
Sou dessas mulheres que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidosa, supor
Que és a maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte, te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
Quiseram fazer um quadro imitando um seriado gay famoso. Nomes e riscos se ligando, quando vi parecia ser algo empolgante, mas quando vi meu nome aos poucos sendo ligado a tantos outros, senti algo besta, como se nada valesse menos que um beijo. Conto em uma mão as que para mim valeram mais de que um risco nesse quadro.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Esse lugar me é estranho, não há cor e nem vida nessas paredes. Os passarinhos cantando sem parar me irritaram, os pingos da geladeira descongelando me lembram a chuva que eu desejava que caisse ontem para eu não ter que ir embora. Aqui estou, sozinha como sempre desejei, não há riso ou choro de crianças ou barulho de televisão, não há com quem dividir a cama ou horário para despertar.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão
Oh, minha honey baby
Penso em deletar orkut, sumir do msn e esquecer que o facebook existe. Sei que não terei a coragem de abandonar. Penso em não sair de casa, em não conhecer ninguém. Hoje recebi uma mensagem, que dizia assim: "vou dar um tempo fora. resolvi fazer uma internação voluntária, dae já fica sabendo. Beijo.", também recebi outros emails,e então, parece que tá todo mundo querendo fugir da vida, ou que a vida fuja. Tive muito tempo para pensar no que quero, mas só consegui descobrir o que não quero (vide post anterior). Mas talvez eu queira hábitos mais saudáveis, pessoas mais seguras, objetivos reais e um pouco de sanidade. As saudades que sentia semana passada já se foram, não existe nenhum lugar conhecido que eu deseje estar nesse momento, não existe ninguém que eu queira ver, não há um corpo a me esperar.
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão
Oh, minha honey baby
Penso em deletar orkut, sumir do msn e esquecer que o facebook existe. Sei que não terei a coragem de abandonar. Penso em não sair de casa, em não conhecer ninguém. Hoje recebi uma mensagem, que dizia assim: "vou dar um tempo fora. resolvi fazer uma internação voluntária, dae já fica sabendo. Beijo.", também recebi outros emails,e então, parece que tá todo mundo querendo fugir da vida, ou que a vida fuja. Tive muito tempo para pensar no que quero, mas só consegui descobrir o que não quero (vide post anterior). Mas talvez eu queira hábitos mais saudáveis, pessoas mais seguras, objetivos reais e um pouco de sanidade. As saudades que sentia semana passada já se foram, não existe nenhum lugar conhecido que eu deseje estar nesse momento, não existe ninguém que eu queira ver, não há um corpo a me esperar.
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