domingo, 10 de outubro de 2010

estupidez

Acho que já foi o tempo que eu achava interessante ter a família que eu tenho, mas os vícios alheios tem me deixado profundamente irritada, não sei se é pior ter um pai que bebe ou uma mãe bipolar que fica jogando café mania. Eu sei que eu deveria relevar muitas coisas, mas eu já não consigo. Hoje, apagando emails antigos, me deparo com um extremamente ofensivo, que resolvi apagar e sorrir pensando que tudo já passou, mas é mentira, não passou e provavelmente nunca vai passar, como a maioria das coisas absurdas que me fizeram passar desde sempre. Não reclamo de falta ou excesso de amor, reclamo de pessoas que são mal resolvidas e que não conseguem resolver seus próprios problemas e frustrações. Pessoas que brigam por causa de um furo numa lata de azeite (sim, aconteceu) são totalmente insanas. E eu realmente não entendo como algum dia pode ter havido qualquer tipo de amor ou desejo ali, eu já não me sinto como um peso para ambas as partes, agora parece que quem carrega o peso sou eu, o peso de ver duas pessoas, extremamente sozinhas e perdidas, procurando algo que nem elas sabem o que, se agarrando em coisas banais e em lembranças felizes para continuarem existindo além de seus corpos, dizendo que nada vai melhorar, mas vai chegar o tempo onde os sonhos se realizarão. Parabéns, realmente me criaram bem, sem nenhum GRANDE trauma, tirando às vezes que me eu escondia em baixo da mesa para não sentir a estupidez de suas brigas intermináveis. Eu não vejo sentido em ter mãe e pai em casas separadas, sendo que continuam brigando todas as semanas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Eu nunca, NUNCA tive força de vontade.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

hipocrisia, convivência, sentidos e clichês

Duas conversas no msn:
"Eu digo:
é que acho que ninguem vê sentido algum em ficar estudando/trabalhando pra morrer um dia, sendo que a vida é 90% tristeza e 10% felicidade e amor
mas às vezes penso que esses 10% são realmente bem legais
não que compense toda a merda
mas como ninguém sabe como é depois de morrer.."

"fulano diz:
por exemplo
a gente convive em várias pessoas
ai vc tem que dizer que fez uma coisa não pq não quis
mas pq não ouviu que era pra fazer
po
queria poder dizer
eu acho uma merda e não vou
e ser normal
Eu digo:
ah
tipo falar que gostou de laranja mecanica
eu acho uma merda
e acho uma merda esse monte de gente com talento
mas eu falo
e nao vou
bla
ah
mas essa é a merda de conviver
se fosse fácil, o mundo não estaria esse coco
fulano diz:
se grito resolvesse porco não morria
Eu digo:
pois é
conta até 10
e imagina uma bigorna caindo neles
ou eles pisando na merda
ou um passarinho gagando na cabeça deles"


A próxima etapa seria parar de roer unhas, mas é algo que eu faço desde que me conheço por gente, mesmo com as tentativas da minha mãe de colocar pimenta nos meus dedos, o azar dela é que sempre gostei de comida picante, e eu sempre gostei de ver sangue saindo dos meus dedos, não é nada demais, apenas algo que me dava prazer, hoje nem tanto. Hoje, como as unhas sem perceber, porque não há um termômetro de ansiedade, de tristeza, de alegria ou de raiva, porque acho que todas estão imensamente presente todos os dias, e eu sempre penso nessas coisas quando tenho que fazer algo que não gosto de fazer, como lavar a louça.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

misantropia

Às vezes perco a noção de tempo e espaço e me tranco nesse prédio, sem me importar com a prova que se aproxima, com a matéria que eu posso bombar por faltas, com as burocracias sempre presentes e com a vida que passa em algum lugar lá fora. Me sinto tão caseira, e por vontade própria, que me pergunto o que pode estar acontecendo de errado, queria saber o porque das pessoas não serem mais tão encantadoras e o mundo não ser mais uma grande novidade que vinha correndo para cima de mim.

domingo, 26 de setembro de 2010

cri cri cri

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Não sou de descrever fenomenos metereológicos, mas talvez essa seja a primeira vez que eu presenciei uma alegria geral, contida há muito tempo. A alegria é porque o dia amanheceu horroroso, e o cansaço e suor não toma mais conta das pessoas por alguns instantes. Os dias bonitos e azuis não me trazem nenhum tipo de alegria, apenas saudades imensas que transbordam quando penso em areia, conchas ou mar. Penso que há tempos me imagino mergulhando mas por algum motivo não consigo fazer, porque estar lá também é uma perturbação, estar lá não me deixa tempo e não me dá a paz que eu preciso para dar um mergulho. Hoje estou alegre porque não sinto vontade de estar em outro lugar, a chuva, que na verdade nem caiu direito, mas parece lavar todas as besteiras passadas, e respiramos, agora num ar limpo e úmido, talvez isso dê um folego para a vida, que há tempo parecia bater em ritmo desacelerado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

estorvo

Ando em falta comigo mesma, já não sei mais o que é fazer algo justo ou que faça qualquer sentido. Seráque existem decisões pensadas por muito tempo e que ainda sim são precipitadas? Qual deve ser o limite de incomodo que a personalidade de outra pessoa pode causar? É um quebra cabeças sem fim, em meio a tantos absurdos, tento achar algo que se encaixe nessa história toda.