segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Eu fico imaginando como deve ser a realidade de alguém que vive uma realidade diferente para tentar agradar pessoas que não querem isso nem de longe. Imagino como deve ser não conhecer muito o que é afeto. E tento mesmo de verdade conceber como se viver sem a convivência se você não é misantropa por natureza, como o Lobo da Estepe. Realmente deve ser muito ruim, e por isso que é melhor viver em um mundo que não existe, e não no sentido dreamer da palavra(sem entrar, de novo, na discussão do que é real ou não).

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011

Para mim 2010 terminou com um cigarro, o mesmo que começou 2011, talvez eu nunca tivesse imaginado que seria assim, mas naquela hora estava tudo meio sem sentido, os poucos fogos de artifício coloridos estavam tão longe, assim como o pensamento e a vibração positiva que eu deveria estar sentindo. Eu só via uma legião de gente bêbada vestida de branco e as pessoas que foram comigo me pareciam tão alheias quanto aquela multidão alucinada. Começo 2011 percebendo que a estabilidade é a coisa mais frágil e difícil de se conseguir, e por mais que pareça mania de perseguição, me sinto constantemente criticada por ser "isso aqui" e por tudo que faço ou deixo de fazer. Quando minha mãe diz determinadas coisas, eu sinto um ódio que vem do meu dedo do pé e me sobe a cabeça, e eu sei que é preciso conviver com as diferenças e blá blá blá, mas aparentemente não sou eu que, nesse caso, preciso aprender a respeitar as pessoas pelo que elas realmente são. Eu paro aqui, deixando essa postagem incompleta porque já me esgotei tanto em só nesses dois dias desse ano que parece ser tão cheio de confusão como o que passou.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

amanhã eu faço alguma consideração, mesmo que banal, sobre qualquer coisa de 2010 ou 2011.

domingo, 26 de dezembro de 2010

these days

A realidade é e sempre será dolorosa, talvez pelo fato da realidade em si chegar de uma vez. Não quero e não vou entrar na discussão do que é real ou não, eu sei o que para mim é real e dói. Talvez eu ter passado o dia deitada na rede olhando a chuva seja mais uma fuga para que eu não pense nas coisas banais que sempre acontecem, mas que depois de um tempo fazem diferença. O que eu gostaria de verdade, é que eu pudesse narrar os fatos de uma maneira diferente, para que não ficasse tudo tão óbvio e que ainda houvesse um certo mistério nessas postagens tão cotidianas. Mas exagero, impaciência e inquietude são as palavras que, segundo as outras pessoas, me definem. É, eu enjôo das coisas e das pessoas facilmente, as pessoas que me conhecem reclama que eu gosto de dar sumiços repentinos por longos dias. Na verdade eu nunca consegui levar as coisas adiante e minhas amizades vão se gastando com o tempo, até eu não querer mais ver essas pessoas que até ontem eu contava meus segredos. Talvez por eu ser exagerada, pensem que eu tenho um grande potencial para me tornar uma pessoa alcoólatra e viciada em qualquer tipo de droga, mas apesar do meu exagero e inconstância, eu ainda tenho um pingo de sensatez, embora eu não faça questão de que isso seja provado. Eu não quero uma aprovação familiar para o que eu faço ou vou fazer da minha própria vida. Eu posso estar insatisfeita, mas a verdade é que isso acontece constantemente, porque como já disse, eu enjôo das coisas, mas chega uma hora que é preciso fingir que se gosta de algo e levar até o fim, e é o que eu faço com a minha vida, vou empurrando.

I've stopped my dreaming,
I won't do too much scheming
These days, these days.
These days I sit on corner stones
And count the time in quarter tones to ten.
Please don't confront me with my failures,
I had not forgotten them.

sábado, 25 de dezembro de 2010

a paz e a calma soam como desespero de pessoas inquietas

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Eu deveria registrar minha raiva natalina, mas eu não tô com raiva. Tô indiferente e era isso que eu queria. O vizinho já está ouvindo música altissima, as crianças já gritaram pro papai noel, minha mãe já tá dormindo e esse ano não teve briga. E eu me preparo para uma semana cheia de turistas. E é esse o clima das festas de fim de ano, que são tristes porque aí que percebemos que o tempo realmente passa.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

19

Penso que nesse ano percebi muitas coisas, e fazendo um balanço dos 18 anos, chego a conclusão de que não poderia ter sido tão ruim e tão egrandecedor. Aprendi que pessoas, cachorros, gatos ou qualquer ser vivo que gostamos sempre vão embora de alguma maneira, mas outras pessoas voltam de repente para fazer alguma reviravolta. Sim, a omissão, assim como a mentira, tem pernas curtas e o amor vai nos matando a cada dia, para que da próxima vez a gente se arme até os dentes para se proteger disso que deveria fazer bem, mas não faz. Nesse aniversário, me sinto destruída por fora e por dentro, não há muito o que comemorar, não fiz coisas novas, extraordinárias ou notáveis. Eu não tenho mais 17 anos, e eu estar onde estou não importa mais para ninguém, infelizmente , como todas as pessoas dizem, as responsabilidades vão aumentando junto com a idade. Penso que eu deveria estar me preocupando com vestibulares nesse exato momento, e não indo para o 3º ano da graduação, mas isso não é uma nota de arrependimento, só que uma das coisas que aprendi nesse ano tão conturbado, foi pensar em todas as possibilidades e tentar agir com calma, porque pressa eu tive até agora, e não me levou à lugar algum.