domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
definições estreitas
Casa, lar, inferno, buraco ou residência.
Todas essas palavras tem um significado bem definido para mim. Quando eu digo casa, eu realmente desejo estar pensando em lar, mas muitas vezes eu disse "vou para casa" sem ter a mínima vontade e então essa palavra acaba se tornando buraco ou inferno, e outras vezes é apenas casa, o lugar onde moro, por vezes agradável e por vezes insuportável. Também existe a casa da minha mãe, do meu pai e da minha tia, que algum dia já foram lares, mas de repente deixaram de ser, e às vezes voltam a ser. Penso que lar seja o lugar onde há segurança e estabilidade e a gente se sente bem, mas na real, acho que eu nunca tive isso por um longo período de tempo. Por último tem a residência, que é apenas um nome burocrático, que só serve para trazer chateação e prejuízo, talvez residência seja quando o lar se torna casa e que por sua vez se torna um inferno, e aí na hora de sair desse lugar, ele vira apenas uma residência, mais uma para ser alugada e ponto final. Espera-se que tudo o que aconteceu seja repentinamente esquecido e que haja apenas tranquilidade na nova casa, que espero desesperadamente que se torne um lar.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Não, eu não quero fumar um baseado, cigarro eu quase não fumo e não suporto o cheiro, principalmente os paraguaios que deixam minhas roupas, meu colchão, toalhas, lençóis , fronhas e travesseiros fedendo. Eu gosto de gente auto-suficiente, coisa que eu não sou (e não me orgulho disso), mas eu não tenho mais de duas décadas de vida. Eu gosto de gente decidida e determinada, mas não de pessoas teimosas. Eu não me importo de dividir meus (poucos) bens materiais e minha comida, mas eu gosto de acordar e perceber que eu ter o que comer e não perceber que tudo já foi comido, que aquele panetone que você ganhou já era. E acima de tudo, eu não suporto hipocrisia, principalmente a que passa desapercebida e não gosto mesmo de gente acomodada. Acho que tudo isso citado acima pode destruir qualquer tipo de relação, mesmo a pessoa em questão tendo outras mil qualidades maravilhosas, mas que são simplesmente anuladas em comparação a todo o resto.
sábado, 15 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
sinceramente
Que bom que você compartilha desse mesmo ódio que eu, acho que você não pensou que essa seria a palavra mais adequada, mas por que não? Estranho é eu me incomodar com isso, me sentir feliz por alguém me acompanhar nessa revolta que não levará à lugar algum, que só vai fazer doer mais a cada dia, porque algumas coisas não podem simplesmente ser deixadas para tras, e olha que eu tentei e tento todos os dias quando simplesmente digo que não me importo. Não sei a que fato especifico você está se referindo hoje, mas seja qual for, deve justificar essa exposição toda. E eu espero sinceramente não ter nada a ver com isso, porque seria uma lástima (para mim) que alguém que eu gosto tanto pense essas coisas de mim, porque na verdade eu não sei onde eu errei, talvez eu tenha dito o que você não queria e nem precisava saber, acho que talvez, como sempre, eu tenha decepcionado com esses meus tropeços. Pouco me importa o que qualquer uma dessas outras pessoas hipócritas e mesquinhas pensem, e já dói saber que de alguma maneira eu estou sofrendo com essa frieza. Também espero que essa barreira que você ergueu para tentar se proteger de tantas coisas não te afete mais.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
olivetti
Sismei que queria ganhar uma máquina de escrever e enchi o saco de quem tinha que encher, e hoje, por telefone, os detalhes foram negociados:
"- 80 reais, com fita e a bolsa para transporte com o zíper quebrado, mas dá para fazer uma gambiarra, precisa ser montada. Entrega na quinta."
Ótimo, consegui o que eu quis, pensei que ia ser legal poder escrever sem direito de errar, porque passar aquela gosma branca é muito chato para quem é tão impaciente, desse jeito finalmente vou escrever o que quero, sem ensaios. Aliás, pensei em estrear minha nova aquisição dessa maneira, escrevendo sobre a emoção de escrever sem ter um "backspace", talvez para viver a nostalgia de um tempo em que não vivi, um tempo sem computadores, ou talvez tenha até sido pelo romantismo que esse objeto traz. Ou para ouvir o "tec tec tec" que será incessante enquanto eu não estiver satisfeita. Talvez seja hora de fazer o caminho inverso e ir do blog para o papel, como as pessoas faziam. E eu lembro que eu gostava de ouvir os "tec tec tec" quando meu pai escrevia na máquina dele, que "fulando de tal, aquele filho da puta, passou a perna e lhe roubou".
e enquanto eu não me cansar, haverá "tec tec tec"
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