sexta-feira, 23 de julho de 2010

Às vezes me questionam o que eu quero para mim e o porque de eu ficar com tanta gente (e nem é tanta assim). Agora já tenho uma resposta pronta para dar: "O coração tem mais quartos que uma pensão de putas"

domingo, 18 de julho de 2010

fail

Penso que as coisas poderiam ser diferentes se as pessoas que eu tivesse convivido fossem outras, se a família que acompanhou o meu crescimento de perto, fosse outra. Detesto despedidas, porque são sempre egoístas, sempre quero a pessoa mais um tanto, às vezes desejo até ter um pedaço dela ou guardar num pote mesmo. E em alguns dias, como hoje, percebo que a saudade existe e é uma coisa concreta, mas também percebo que apesar dos anos, quando vejo tal pessoa, parece que o último encontro foi ontem e então tentamos fazer várias vidas caberem em alguns dias, ou em um almoço de domingo, com cara de família, com uma paz estranha e gostosa. E tudo que me vem à cabeça são as piadas, brincadeiras e a imagem que eu tenho é de uma pessoa sensata num meio de um turbilhão de gente perturbada que é essa família. A partida não me dói, porque o que já era distante só ganhou alguns km a mais, me dói perceber que eu posso ter perdido tanta coisa na falta da convivência.

No mais, terei um novo lugar para conhecer e mais algum tempo de saudade, o que é pouco para quem já teve tantos anos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"home is where the heart is"

sempre achei idiota essa frase, sempre presente em perfis do orkut alheios, mas até que faz algum sentido agora. São raras as ocasiões que me sinto realmente em familia.












(ainda acho essa frase idiota)


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Estavamos ali e ela dizia que nunca tinha beijado uma menina, mas dançavamos nos provocando a cada instante, eram mãos em cima, mãos em baixo, abraços e cheiros. Uma hora não conseguimos mais, e nos beijamos de repente, como quem não quer nada, e desse jeito ficamos o resto da noite, era fácil de ama-la só por aquela noite, por aquele ato, por aquele cheiro. Sabia que ela nunca se esqueceria daquela noite, e eu gostava disso, queria deixar algo além de uma marca roxa no pescoço, gostava de ser a primeira, de ter a responsabilidade de mostrar que aquilo não é errado, que é bom, que é gostoso. Ela era a melhor de toda a noite, apesar das outras serem incrivelmente decididas, preferi a indecisão daquela vez, queria amar instantaneamente alguém que fosse de fora, que não fosse pseudo-intelectual e pedante. E amei, aquele amor louco, aquele amor planejado, de sair e dizer "vou amar alguém por 5 minutos hoje", só que foi muito mais tempo. Ela foi embora, não nos despedimos, não havia necessidade. Não sei o nome dela, ela não sabe o meu e provavelmente nunca mais nos veremos. E é assim que eu gosto.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu poderia te dizer tantas coisas enquanto mato essa cerveja, poderia ter dito ontem ou em qualquer outro dia, mas quando tentei dizer, não acreditou. Talvez pensasse que fosse apenas a emoção do momento ou o algo que não fose eu falando por mim, mas não era, não costumo deixar que qualquer coisa se pronuncie por mim. Confesso que quero desistir disso, porque cansa, dói e é uma perda de tempo, não? Eu tento, de verdade, me convencer que os sinais que enxergo são falsos ou ilusões minhas, mas estão sempre lá. Preciso mesmo dizer tudo, mas não consigo, e eu sempre consegui, piso em ovos com medo de te machucar, e a mim também.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sempre pensei que o maior risco de conviver com as outras pessoas, seja o fato delas poderem ir embora, fisicamente ou metaforicamente. E negócio é que sentimento de perda é sempre uma bosta. Talvez seja egoísmo de querer que as pessoas sempre estejam "aqui" ou "lá", apenas o que for mais conveniente para mim. Por favor, pessoas, fiquem.

sábado, 3 de julho de 2010

É uma linda manhã de sabado, daquelas que até as pessoas mais mau-humoradas são obrigadas a admitir. Faz um lindo dia e eu vou embora, feliz por estar indo e ao mesmo tempo um pouco triste de partir na época em que as pessoas se reencontram. Talvez triste apenas por ter que ir embora em um dia tão bonito.